Documentário no Netflix: Advanced Style

Avanced Style

Ontem assisti o documentário Advanced Style, no Netflix, por recomendação de uma das minhas Youtubers mais queridas, Essie Button.  Não podia deixar de vir aqui falar dele pra vocês porque é realmente incrível. O documentário é uma extensão do blog Advanced Style e do livro homônimo, ambos de autoria de um jovem chamado Ari Seth Cohen.

Clicando no play você tem o prazer de assistir a 1 hora da vida de algumas senhoras nova-iorquinas muito simpáticas, cheias de vida e de estilo, todas entre 50 e 95 anos de idade. Ari conta que se mudou pra Nova York pra fotografar mulheres estilosas acima dos 50 anos porque sempre teve uma ligação muito forte com elas, por causa da relação super próxima que tinha com suas avós. O objetivo dele era mostrar para o mundo o quanto a idade não importa quando o assunto é estilo e alegria de viver, e isso fica muito claro no documentário!

Motivos óbvios à parte, vale à pena tirar 1 hora do seu dia para assistir ao trabalho dele e dessas mulheres porque ele nos faz pensar MUITO em como o mundo funciona e em como levamos a nossa própria vida. A força que essas mulheres têm, mesmo com todos os problemas da velhice, é realmente admirável e serve de incentivo pra qualquer um de nós. Durante o filme, alguns pensamentos me vieram à cabeça e escolhi  dividí-los com vocês.

Avanced Style

Ilona Royce Smithkin, ícone fashion e uma FOFA! Sem dúvida uma das minhas favoritas!

 

Avanced Style

Joyce Carpati, super estilosa, mais clássica e elegante que as demais, tem uma pele incrível e uma personalidade super interessante!

 

A primeira coisa que me “tocou” foi o fato de essas mulheres conseguirem manter tanta vitalidade em idades já tão avançadas. Todo mundo que tem avós mais velhos sabe que é quase inevitável bater um desânimo de vez em quando, inseguranças, fraquezas e eu sempre imaginei que envelhecer deve ser muuuito difícil. As limitações físicas aparecem sem pedir licença, as dores são constantes, doenças antes tão distantes começam a tomar o lugar da saúde, amigos e parceiros são perdidos no meio do trajeto, enfim, as coisas começam a pesar de verdade. Além disso, e talvez mais importante ainda, as pessoas já não te olham da mesma forma.

Não dá pra negar que 99,9% de tudo o que nos rodeia, a televisão, as revistas, as redes sociais, as novidades do dia-a-dia giram em torno de pessoas jovens e, na maioria das vezes, bonitas. E que loucura é essa? O documentário me fez ver como é (ou deveria ser!) tão fácil se sentir bem, bonita, relevante, enérgica e querida na juventude! O que será de nós na velhice, quando a coisa apertar de verdade? O quão desbalanceado está esse mundo que cultua apenas coisas e pessoas jovens? E a parte da população já mais velha, da qual todos nós faremos parte um dia não tão distante? Quando chegar a nossa vez de viver da forma como nossos avós vivem, será que é essa a realidade que queremos encontrar? Essas perguntas têm que servir pra nos fazer refletir sobre o mundo que estamos criando e como podemos melhorá-lo para os idosos. Foi incrível ver a energia dessas mulheres, o interesse delas em moda e como elas encaram seu próprio estilo.

Outra discussão muito importante que me veio à cabeça foi à respeito dos problemas que acompanham a juventude. Eles vão desde os clichês – seríssimos! – da obsessão com a magreza, com a beleza “ideal” até as infinitas inseguranças, tristezas sem fundamento e o bullying. Com o documentário, senti que os problemas “reais” chegam mesmo é na velhice e a gente nunca pensa nisso. Ficamos muito focados em nossas preocupações usuais, de “maria vai com as outras”, e esquecemos que logo alí na frente é que a coisa vai apertar. É lá na frente que seremos obrigados a enfrentar inúmeros problemas “novos” pra nós e aguentar o tranco de nos sentirmos frágeis, incapacitados e até um pouco rejeitados. É claro que muita gente tira isso de letra, e o documentário nos mostra como isso é possível. Mas, no geral, é uma realidade, no mínimo, desafiadora. Me fez pensar que, bem lá no fundo, nós, jovens, perdemos o sono com coisas muito banais, enquanto poderíamos focar nossas energias apenas em coisas positivas, alegres e produtivas que, lá na frente, vão servir de alicerce pra conseguirmos enfrentar a velhice da mesma forma! Se desde agora formos tão preocupados com tanta coisa pouco significativa e perdermos tempo de ser feliz, quem disse que lá na frente vamos saber redescobrir nossa energia, nossa positividade a alegria?

O documentário é imperdível, tanto para quem gosta de moda, já que tem muito a ver com esse universo e com como ele preenche a vida das mulheres, tanto para qualquer outra pessoa que queira ver mais sobre como é envelhecer e como você pode achar forças para fazer isso da forma mais graciosa possível. Já quero colocar as minhas avós pra assistir imediatamente!

Não deixem de conferir e me contar o que acharam depois! É só digitar “Advanced Style” na busca do Netflix e relaxar!

Um beijo,

Sofia

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