Exposição CCBB: Kandinsky

Semana passada tive o prazer de ver a exposição do Kandinsky no CCBB de Belo Horizonte (aberta ao público de 15 de abril de 2015 a 22 de junho de 2015). Achei a experiência toda muito interessante, e por isso vim compartilhar aqui com vocês as minhas impressões.

Primeiro que já fiquei surpresa por ser de graça. Acho que no Brasil a gente ainda não tem costume de ver coisa boa (principallmente cultural) de graça. Quanto à exposição, é sempre um refresco para a alma ver arte. Pelo menos é assim que eu me sinto todas as vezes que visito museus e exposições em geral. Sempre gostei e me faz um bem muito grande! A sensação é de que cresço um pouco mais a cada uma que visito, a cada fato e história que aprendo. Adoro o sentimento de estar acrescentando algo a quem eu sou! E a arte faz isso com uma facilidade imensa.

Eu conhecia pouco de Kandinsky e me surpreendi. Sabia reconhecer seus quadros de longe desde pequena, mas conhecer mais sobre sua vida e sua obra foi muito importante pra mim. Não sei se vocês concordam, mas a minha impressão do artista era sempre daqueles quadros “malucos” e sem nenhuma figura bem definida, construídos com muita cor, como o da foto abaixo.

Quadro de Kandinsky, CCBB de Belo Horizonte

Fiquei bem surpresa ao descobrir que ele, por alguns bons anos, no início de sua carreira, produziu inúmeras obras mais figurativas, com paisagens e imagens bem definidas!

Quadro Kandinsky CCBB Belo Horizonte

Beeeem diferentes das obras dele que estamos acostumados a ver por aí, né:

Kandinsky

Kandinsky

Mudei bastante a minha visão do artista, já que ele, como pioneiro e precursor do abstracionismo, sugere uma personalidade daquelas que já julgamos ser, no mínimo, “diferente”. E foi muito legal ver que Kandinsky teve um início bem tradicional, sendo fortemente influenciado pela cultura do norte da Rússia. Pude ver muitas obras com formas ainda reconhecíveis e não abstratas e enxergar, com o tempo, sua evolução para a abstração total como forma de expressar seus sentimentos e sua visão artística. Ele pintava dessa forma por não achar que a humanidade, as coisas e as sensações precisassem ser representadas apenas de maneira figurativa.

OBSERVAÇÕES GERAIS

Mudando um pouco o foco, foi inevitável observar o comportamento das pessoas. E confesso que fiquei um pouco impressionada. Quem já visitou museus e galerias fora do Brasil vai entender bem o que eu quero dizer. Os visitantes eram extremamente mal-educados! Fiquei muito chocada com algumas cenas que presenciei. Era comum, enquanto você estava parada lendo sobre determinada sala ou determinada obra, as pessoas passarem na sua frente, sem nem pedir licença, mesmo com espaço sobrando atrás. Isso quando a pessoa não parava bem na frente do que estava escrito para ler, impedindo a visão das demais, sem pensar que aquilo estava lá para várias pessoas lerem ao mesmo tempo, de uma certa distância. Atender telefone e conversar e rir alto com amigos também era normal. Uma turma de crianças de uma escola pública que visitava a exposição (não me entendam mal, adorei saber que escolas têm feito esses passeios, mas educação é primordial) gritava e corria sem parar!

Mais do que a atitude dessas crianças, o que me impressionou foi mesmo a postura dos adultos! A falta de respeito com a experiência alheia me deixou decepcionada com o público brasileiro. Não é falta de amor à pátria, mas em museus mundo afora o público tem um respeito imenso com a obra dos artistas alí expostos, além de respeito com as pessoas que estão ali apreciando-a! Achei os belo horizontinos extremamente egoístas e faltosos de cuidado e percepção do outro. Nenhuma surpresa se formos julgar pelo trânsito, pelas filas, etc.

Enfim, a visita é obrigatória para os habitantes de Belo Horizonte, pela grandeza do artista. Gostaria apenas de ver mais respeito ao ambiente em uma próxima vez.

 

 

 

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