Pra rir e pensar: o prêmio IgNobel

Tenho certeza que todo mundo conhece o prêmio Nobel, concedido em reconhecimento a avanços culturais e/ou científicos. Mas pouca gente conhece o prêmio IgNobel,  dado em uma cerimônia anual super divertida, sempre no mês de setembro, na Universidade de Harvard, a autores de pesquisas, experimentos e outras atividades inusitadas nas diversas áreas da ciência. A premiação foi iniciada em 1991 e é MUITO interessante!

O prêmio basicamente é entregue para a descoberta mais estranha do ano em várias áreas do conhecimento, e honra pesquisas raras, a imaginação e a criatividade. Porém, nem por isso o prêmio é pra ser visto como “piada”, pois tem como lema “primeiro fazer as pessoas rirem, e depois pensarem”. Nada melhor que alguns exemplos pra gente entender o espírito da coisa né? Já acompanho a premiação há alguns anos e achei alguns exemplos super legais!

  • 2012:

Química: prêmio dado ao autor por descobrir porque, em algumas casas de Anderslöv, Suécia, os cabelos das pessoas ficavam verdes

Física: 4 premiados por calcularem o balanço das forças que dão forma e movimentam o cabelo em um rabo de cavalo humano

  • 2013:

Psicologia: prêmio concedido a 5 autores que provaram, com experimentos, que bêbados se acham atraentes

Paz: o presidente da Bielorrússia foi premiado por proibir as pessoas de aplaudirem as outras em público e por deixar a polícia prender um homem sem braço pelo crime

  • 2014:

Física: Premiação de 4 autores por estudarem as propriedades de deslizamento de uma casca de banana

Psicologia: 3 pessoas descobriram que notívagos, pessoas que se sentem mais ativas durante a noite, são mais manipuladoras e têm tendência maior a psicopatia. (MORRI de medo desse, porque sou infinitamente mais ativa a noite!!! hahaha)

Saúde Pública: 6 cientistas foram premiados por avaliarem se ter um gato poderia causar danos à saúde mental das pessoas

Ciência Ártica: 2 autores levaram o prêmio por estudarem como renas reagiam a humanos fantasiados de urso polar (OI?)

A premiação, sem dúvidas é super inusitada né? Mas acho muito interessante essa “desconstrução” da ciência, provando que ela também pode gerar algo engraçado, cômico. Achei a iniciativa da Universidade de Harvard, mundialmente respeitada, super válida, porque  mostra que nem tudo precisa ser levado tão a sério e que também existe espaço para pesquisas e pessoas criativas no mundo.

Eu enxergo a premiação como um “sopro de ar fresco” num mundo tão preocupado em ser cada vez mais eficiente, mais competitivo, mais rico, mais tudo! Às vezes, o que mais precisamos é de dar boas risadas de coisas um tanto quanto ridículas!

Espero que tenham curtido!

Um beijo,

Sofia

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4 Comentários

  1. Sofi, amei esse post.

    Realmente muito interessante esse prêmio… Bem legal para nos inspirar a levar a vida um pouco menos a sério, pra que possamos nos permitir sermos pessoas mais leves, até mesmo no meio profissional.
    Acho que se conseguíssemos levar um pouco disso para nossas vidas seriamos mais felizes. hehe

    beijinhossssss

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